A violência entre quilombolas de Albina entre brasileiros e chineses que vivem no local foi maior do que divulgado inicialmente pelas autoridades.O número total de mortos ainda não está claro, mas pelo menos sete pessoas morreram.
Tudo começou em uma festa na noite do dia 24.Um brasileiro teria discutido e esfaqueado um surinamês quilombola (ou "marrom").O brasileiro está foragido. Após a briga, um grupo de surinameses atacou o local.
Além de brasileiros, chineses, colombianos e peruanos que moram na vila que abrigava os estrangeiros também foram atacados.
Segundo Vergílio, o responsável pela mídia católica no Suriname, até este sábado pessoas brancas que circulassem pelas ruas de Albina poderiam ser vítimas de repressões pela população negra local.
"A situação está sob controle militar neste momento. A polícia local e o exército cercaram a área. Nenhuma pessoa branca pode permanecer na área, então foram para capital ou para Guiana Francesa. "Até índios nativos estão sendo confundidos com brasileiros", disse Vergílio.
As imagens divulgadas por uma TV local do Suriname mostram o clima de tensão durante a noite (veja vídeo). Neste sábado, foi possível ver a destruição: um mercado foi destruído, carros e casas ficaram queimados.
O embaixador brasileiro no Suriname se reuniu com autoridades surinamesas, mas ainda não há informações do resultado do encontro.
O Itamaraty ofereceu remédios e um avião da Força Aérea Brasileira para buscar os brasileiros que queiram voltar.
“Eles (os quilombolas) se consideram os donos daquela região, e quando eles viram a autoridade deles desafiada, resolveram então dar uma lição, mostrar quem manda, por isso que fizeram um ataque forte que seguramente saiu do controle."Segundo a testemunha do ataque.